Plata_Data #11

15 de maio, 2020 Plataforma PBPD Permalink









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Alcoholics Anonymous and other 12-step programs for alcohol use disorder

Cochrane Database of Systematic Reviews

Kelly JF, Humphreys K & Ferri M (2020)
Tempo médio de leitura: 5min 07sec

Esta revisão de intervenção comparou os programas de ajuda mútua, como os alcoólicos anônimos (AA) e programas de 12 passos similares a outros tratamentos propostos para a dependência de álcool. A intenção foi avaliar se estes programas auxiliaram as pessoas com problemas no consumo de bebidas alcoólicas a permanecerem sóbrias ou reduzirem o consumo e suas consequências. Ainda, foi avaliado se os programas reduziram os custos em saúde em relação a outros tratamentos.

Problemas em decorrência do consumo álcool são uma questão global que onera tanto a saúde individual quanto a pública. Em geral, o tratamento é caro, limitado e nem todos os indivíduos se beneficiam deste. Os programas de ajuda mútua para problemas com o álcool possibilitam reuniões amplas, gratuitas, organizadas por pessoas que passaram por desafios semelhantes, que em geral dão relevância ao componente espiritual e que visam auxiliar a mudança de hábitos de consumo e a melhora na qualidade de vida.
 

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The blind man and the elephant: Systematic review of systematic reviews of cannabis use related health harms

European Neuropsychopharmacology

Campeny E, López-Pelayo H, Nutt D, Blithikioti C, Oliveras C, Nuño L, Maldonado R, Florez G, Arias F, Fernández-Artamendi S, Villalbí JR, Sellarès J, Ballbè M, Rehm J1, Balcells-Olivero MM & Gual A. (2020)
Tempo médio de leitura: 9min 24sec

A cânabis é a terceira droga mais prevalente no mundo. Segundo estimativas da ONU, cerca de 192 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos a usaram nos últimos 12 meses. Uma mudança legislativa avança por todo o mundo para regular o acesso dos canabinoides para fins terapêuticos ou para o uso adulto. Aparentemente, existe uma percepção social de diminuição do risco associado ao uso da cânabis, mais semelhantes ao álcool e ao tabaco, o que pode estar relacionado com as alterações na lei. Talvez por isso a prevalência no consumo de cânabis esteja mais aproximada às substâncias lícitas do que as ilícitas. A alta prevalência e a percepção de baixo risco demandam o desenvolvimento de estratégias de prevenção secundárias e portanto devem identificar quais os riscos para o usuário de cânabis. No entanto, os autores criticam uma carência na literatura em identificar os riscos do consumo e que frequentemente são considerados inconclusivos. 

The psychological impact of quarantine and how to reduce it: rapid review of the evidence

The Lancet

Brooks SK, Webster RK, Smith LE, Woodland L, Wessely S, Greenberg N, Rubin GJ. (2020)
Tempo médio de leitura: 15min 55sec

O estudo, como informa o título, fez uma revisão rápida da evidência disponível na literatura acerca do impacto psicológico da quarentena e sobre como reduzi-lo. Dado o estado de emergência global em função do contágio por coronavírus, os autores informam ter preterido uma avaliação mais rigorosa de qualidade dos estudos abarcados em favor da preocupação por contribuir com a divulgação das melhores evidências então disponíveis sobre o tema em questão.

Os autores definem “quarentena” como a separação e restrição de mobilidade por indivíduos potencialmente expostos a uma doença contagiosa para verificar se, tendo sido infectados, irão desenvolver a doença em questão. Essa é a situação abordada no estudo, que é distinta do isolamento, ou seja, a separação das pessoas que foram diagnosticadas com uma doença contagiosa das pessoas que não estão doentes. Lembram, porém, que as fronteiras entre quarentena e isolamento podem ser “borradas”.

Psychedelics, but Not Ketamine, Produce Persistent Antidepressant-like Effects in a Rodent Experimental System for the Study of Depression

ACS Chem. Neurosci

Hibicke M, Landry AN, Kramer HM, Talman ZK & Nichols CD (2020)
Tempo médio de leitura: 4min 31sec

Na última década, o renascimento do interesse científico e médico nas substâncias psicodélicas se baseia principalmente em seu notável efeito anti-depressivo. Em contraste com os anti-depressivos atualmente prevalentes na psiquiatria, caracterizados por doses diárias crescentes, ampla gama de efeitos adversos e limitados efeitos benignos de médio prazo, os psicodélicos apontam para doses baixas e infrequentes acompanhadas de grandes efeitos benignos, rápidos e ainda assim duradouros.

O racismo na/da política proibicionista brasileira: redução de danos como antídoto antirracista

Em Pauta, Revista da Faculdade de Serviço Social da UERJ

Rosa  LCS & Guimarães TAA (2020)
Tempo médio de leitura: 10min 49sec

O ensaio analisa o racismo constitutivo na e da política proibicionista brasileira sobre drogas, apresentando elementos que a configuram como racializada e interseccionada. A redução de danos é identificada, pelas autoras, como um “antídoto antirracista”, por sua relação imbricada com os direitos humanos e com a equidade, representada pela crescente preocupação da configuração assistencial em se moldar às necessidades culturais e sociais dos usuários.

Inicia-se com uma contextualização histórica sobre a formação socioeconômica do Brasil, que partiu da colonização europeia e do trabalho escravo negro e indígena. A Independência, a Libertação dos Escravos e a instituição da República pouco modificaram o padrão das relações sociais, configurando meros arranjos entre as elites dominantes. Tendo os negros, sem políticas que os integrassem a uma sociedade em acelerado processo de urbanização e industrialização, sido levados a ocupar as áreas de morros, favelas e ruas, as medidas públicas higienistas e assistencialistas foram a eles destinadas.

LSD Overdoses: Three Case Reports

Journal of Studies on Alcohol and Drugs

Haden M & Woods B (2020)
Tempo médio de leitura: 5min 44sec

Este artigo curto relata três casos de overdose acidental com LSD. O texto inicia discutindo as doses habitualmente liberadas para estudos clínicos e experimentais com esta droga, na faixa de 75 a 200 ?g (microgramas), que têm sido bem toleradas. Os autores ponderam que estudos com doses mais altas (como as usadas, por exemplo, para o tratamento de alcoolismo nos anos de 1950, em torno de 300-500?g) poderiam ter dificuldade de aprovação em comitês de ética.

No intuito de esclarecer o que pode acontecer, relatam três casos de intoxicação acidental com doses altas de LSD. Os dois primeiros casos aconteceram por um erro de dosagem em junho de 2000. A primeira informante tomou dez vezes a doses padrão utilizada como referência no artigo (100 ?g). A segunda informante cinco vezes a dose padrão – mas estava aproximadamente na segunda semana de gravidez. O terceiro caso aconteceu em uma situação distinta, em setembro de 2015, na qual a informante tomou 550 vezes a dose padrão, tendo consumido 55 mg (miligramas) de LSD por via intranasal, achando que se tratava de cocaína.

sobre a plata_data:

A plata_data é a newsletter científica da Plataforma Brasileira de Política de Drogas.

plata_data é enviada todos os meses para as pessoas inscritas nesta lista, que também poderão indicar trabalhos pelo e-mail: cientifica@pbpd.org.br.

plata_data é editada pela Coordenação Científica da PBPD, coordenada pelo biomédico e doutor em neurociências Renato Filev, com a colaboração do neurocientista Sidarta Ribeiro, professor da UFRN, e Andrea Gallassi, terapeuta ocupacional e professora da UnB. Esta edição também contou com a colaboração do psiquiatra Luís Fernando Tófoli, professor da Unicamp e membro do Conselho Consultivo da PBPD, de Marcelo Dalla Vecchia, do NUPID-UFSJ e de Raissa Belintani, coordenadora de advocacy da PBPD.

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